Técnico de manutenção industrial: o que faz e o que se exige
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Um técnico de manutenção industrial é o profissional que mantém em funcionamento as máquinas e as instalações de uma fábrica: vigia o seu estado, diagnostica as avarias, repara-as e executa os planos de manutenção preventiva. Em Portugal o posto aparece muitas vezes com o nome de eletromecânico ou de mecânico de manutenção. Este artigo explica o que faz, que formação e competências convém pedir e o que fazer quando a fábrica não o encontra.
O que faz no dia a dia
As funções variam de uma fábrica para outra, mas repetem-se estas.
- Vigiar o estado das máquinas e das linhas de produção.
- Diagnosticar avarias e resolver as falhas técnicas.
- Substituir componentes gastos ou avariados.
- Ajustar e programar autómatos (PLC).
- Ler esquemas elétricos e desenhos mecânicos.
- Executar os planos de manutenção preventiva.
- Medir vibrações e temperaturas, quando a fábrica faz manutenção preditiva.
- Cumprir as regras de segurança da fábrica e registar o que fez.
Uma avaria por resolver pode parar uma linha inteira. É por isso que este posto pesa tanto na continuidade da produção.
Mecânica, eletricidade e automação no mesmo posto
Um bom técnico de manutenção não separa as áreas. Uma bomba que não arranca pode ser o motor, o contactor, um sensor ou o programa do autómato, e é preciso saber distinguir sem desmontar tudo. Esse olho para a origem da avaria é o que mais custa a encontrar num currículo, porque se aprende com anos de fábrica e não numa sala de aula.
Que formação e competências convém pedir
- Formação técnica de base em eletromecânica, manutenção industrial ou automação.
- Experiência em fábrica com equipamento parecido com o seu, e não apenas com o mesmo nome de posto.
- Capacidade de diagnóstico: que explique como chegou à causa de uma avaria que já resolveu.
- Leitura de esquemas e de desenhos, e hábito de os consultar antes de intervir.
- Conhecimento das técnicas de medição, se a sua fábrica trabalha com dados de estado do equipamento.
- A formação de segurança que a sua fábrica exige: permissões de trabalho, trabalhos a quente, consignação de energias antes de intervir.
Para confirmar que a experiência é real, convém que o candidato fale do trabalho com alguém que conheça o ofício. Falamos dos erros que daí resultam em erros ao selecionar técnicos industriais.
Preventiva ou corretiva: o que muda no posto
O técnico divide o dia entre duas formas de trabalhar. A manutenção preventiva planeia-se: revisões, lubrificação e trocas de peças segundo o calendário. A corretiva não espera: faz-se quando algo avaria. Numa fábrica que só faz corretiva, o técnico passa o tempo a apagar fogos. Onde há um bom plano preventivo, sobra-lhe tempo para diagnosticar com calma. Ao pedir um técnico, diga qual das duas pesa mais no seu caso. A diferença está explicada em manutenção preventiva e corretiva.
Perguntas para a conversa técnica
Estas perguntas dizem mais do que o currículo, porque só quem já fez o trabalho responde com pormenor.
- Qual foi a última avaria difícil que resolveu e como chegou à causa?
- Como confirma que uma máquina está sem energia antes de abrir um quadro?
- O que faz quando o esquema não coincide com o que vê na máquina?
- Que parte do trabalho prefere deixar a um especialista, e porquê?
Porque é difícil encontrar este técnico
Preencher este posto leva tempo, e há razões que se repetem.
- A experiência que conta, a de diagnosticar, só se adquire em fábrica durante anos.
- Vários setores procuram o mesmo perfil ao mesmo tempo: química, alimentar, energia, automóvel.
- Quem tem experiência recebe propostas com frequência e não fica muito tempo no mercado.
- Quando um técnico sai, leva consigo o conhecimento da instalação, que demora a recuperar.
Como cobrir o posto
Há três caminhos, e podem combinar-se.
- Contratar diretamente: serve para um posto permanente, mas o processo é lento e convém que alguém do ofício participe na seleção.
- Formar pessoas da própria equipa: é bom a longo prazo, mas não resolve uma necessidade que já existe.
- Recorrer a uma empresa externa: serve para uma paragem, um pico de trabalho, uma baixa ou um posto que ainda não foi preenchido. Antes de decidir, leia como escolher uma empresa externa de soldadores e técnicos e as perguntas frequentes sobre empresas deste tipo.
O que dizer ao pedir um técnico
Quanto mais concreto for o pedido, mais depressa se responde.
- A instalação ou o equipamento e onde fica a fábrica.
- Se o trabalho é sobretudo mecânico, elétrico, de automação ou uma mistura.
- Quantas pessoas e a partir de que data, e por quanto tempo.
- Se coincide com uma paragem da fábrica.
- A formação e a documentação de segurança que a fábrica exige para entrar.
Como trabalhamos na MetalBraga
Mantemos instalações industriais com técnicos que se deslocam à sua fábrica, em Espanha e em Portugal, e podemos reforçar a sua equipa de manutenção. Veja a página de manutenção industrial ou diga-nos que técnico precisa, e respondemos com uma proposta.
