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Empresa de soldadores: perguntas frequentes antes de contratar

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Soldador a trabalhar num depósito de aço inoxidável, com dois colegas ao fundo, um a medir uma viga e outro com um tablet, numa nave industrial

Uma empresa de soldadores é a que põe soldadores, e muitas vezes também caldeireiros, tubistas e técnicos de manutenção, a trabalhar para outra empresa. Podem ficar na fábrica do cliente enquanto o trabalho durar ou fazer a obra por conta da empresa. Estas são as dúvidas que mais surgem antes de contratar uma, e o que convém deixar escrito.

O que faz uma empresa de soldadores

Há dois modelos, que funcionam de forma diferente e têm enquadramento legal distinto. Convém saber qual deles procura antes de pedir propostas.

  • Pessoal na fábrica: os soldadores ficam nas suas instalações o tempo que o trabalho durar, sob a direção do seu encarregado. Este modelo tem regras legais próprias, que explicamos mais abaixo.
  • Trabalho por empreitada: define o que quer ver feito, por exemplo um depósito, uma linha de tubagem ou uma estrutura, e a empresa organiza a equipa e responde pelo resultado.

Qual é a diferença entre os dois modelos

A diferença está em quem dirige o trabalho e em quem responde por ele. Na empreitada, quem dirige é o responsável da empresa, com a sua própria equipa, e a sua fábrica recebe o trabalho acabado. Com pessoal na fábrica, quem dirigiria o dia a dia seria o seu encarregado, e é por isso que este modelo não se trata como a empreitada.

Em Portugal, colocar trabalhadores sob a direção do cliente é, em regra, atividade de empresas de trabalho temporário licenciadas. Numa empreitada, a empresa dirige a sua própria equipa. Confirme com a sua assessoria jurídica qual dos dois modelos se aplica ao seu caso.

Que perfis se podem pedir

Os mais pedidos são soldadores de TIG, MIG e elétrodo revestido, caldeireiros, tubistas, montadores e técnicos de manutenção. Se só precisa de um deles, pergunte se a empresa conhece mesmo esse ofício. Quem só sabe de contratação não responde a perguntas de soldadura, e essa diferença nota-se logo na primeira conversa.

Que dados dar para pedir uma proposta

Quanto mais claro for o pedido, mais depressa se responde. Reúna estes dados.

  • O trabalho a fazer ou, se procura pessoal, os perfis e quantas pessoas.
  • Material, espessura e processo de soldadura.
  • A norma que se aplica e os certificados que pede aos soldadores.
  • A data de início e o tempo previsto.
  • Onde fica a fábrica.
  • A formação de segurança e a documentação que a fábrica exige para entrar.

Que certificados deve ter o soldador

Nem todos os trabalhos pedem certificado, mas pedem-no os vasos de pressão, as estruturas e a tubagem de processo. O certificado é pessoal e vale para um processo, um material, uma gama de espessuras e uma posição. Peça o PDF antes de o soldador começar e confirme que cobre o seu trabalho. Explicamos o que verificar em certificado de soldador: o que pedir.

Quanto tempo demora a começar

Não há um prazo que sirva para todos os casos. Depende do perfil, dos certificados que o trabalho exige, da formação de segurança que a fábrica pede e da data em que precisa. Um perfil corrente é mais fácil de pôr no prazo do que um soldador certificado para um material e uma posição concretos. Diga a data e o âmbito logo ao início: é com isso que a empresa sabe se chega a tempo.

Quem coordena o trabalho e quem responde se algo falha

Faça estas perguntas e peça as respostas por escrito.

  • Quem dirige a equipa no dia a dia: um responsável da empresa (empreitada) ou o seu encarregado, só se o enquadramento legal o permitir.
  • Quem é o seu interlocutor e como se comunicam as mudanças de data ou de âmbito.
  • O que acontece se um soldador faltar ou não se ajustar ao trabalho.
  • Quem é a entidade empregadora de cada trabalhador e que documentos o comprovam, como a regularização e o seguro.

Na escolha de uma empresa externa falamos disto com mais detalhe.

Serve só para fábricas grandes

Não. Serve a qualquer fábrica que tenha um trabalho com princípio e fim e não queira, ou não consiga, ter esse ofício na equipa permanente. Os casos que mais se repetem são quatro.

  • Uma paragem programada, com muito trabalho concentrado em poucos dias.
  • Um pico de trabalho que a equipa própria não absorve.
  • Uma obra com data de entrega, como a montagem de uma estrutura nova.
  • Um perfil que a fábrica não tem, como a soldadura de titânio ou de alumínio.

É mais caro do que contratar diretamente

Depende do tempo que o trabalho durar. Compare o preço da proposta com o custo total de procurar, selecionar, formar e gerir pessoal próprio, e com o que custa ter o trabalho parado à espera de alguém. Num trabalho que acaba, essa conta costuma mudar muito de um caso para outro, por isso peça a proposta e faça-a com números seus.

Como trabalhamos na MetalBraga

Trabalhamos com fábricas em Espanha e em Portugal. Diga-nos o trabalho, a data e onde fica a fábrica, e respondemos com uma proposta. Veja a página de soldadura ou peça-nos um orçamento.

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