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Manutenção preventiva e corretiva: diferenças e quando usar

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Técnico de manutenção com capacete a inspecionar as engrenagens de um redutor aberto, com um tablet na mão, numa nave industrial

A manutenção corretiva repara o equipamento depois de avariar. A preventiva intervém antes, segundo um calendário ou as horas de funcionamento, para que a avaria não chegue a acontecer. A maioria das fábricas usa as duas, e a pergunta útil é em que equipamento convém cada uma.

O que é a manutenção corretiva

Repara-se quando a falha já aconteceu. Também se chama curativa. Tem uma vantagem: não precisa de plano nem de calendário, e só se gasta quando há avaria.

O problema é o momento. A avaria chega quando quer, muitas vezes com a produção a meio, e a reparação faz-se com urgência: a peça que não está em armazém, o técnico que é preciso chamar, a linha parada à espera. Quanto mais crítico é o equipamento, mais cara fica esta forma de trabalhar.

Há uma variante que convém conhecer. A corretiva planeada é a que se faz quando se deteta um defeito mas o equipamento ainda funciona, e a reparação fica para uma paragem programada. Continua a ser corretiva, mas escolhe-se o dia.

O que é a manutenção preventiva

Revê-se, lubrifica-se e ajusta-se, e substituem-se peças antes de falharem, a intervalos fixados por calendário ou por horas de funcionamento. Cada intervenção fica registada, e esses registos mostram o que costuma falhar e quando.

Não evita todas as avarias e tem um custo próprio: parar o equipamento para o rever e, às vezes, trocar uma peça que ainda tinha vida. O ganho está em trocar paragens imprevistas por paragens marcadas. O passo seguinte é a manutenção preditiva, que em vez do calendário mede o estado do equipamento e intervém quando os valores o pedem.

As diferenças, uma a uma

  • Quando intervém: a corretiva depois da falha, a preventiva antes dela.
  • Custo: a corretiva custa pouco enquanto nada avaria e muito quando avaria o que não devia. A preventiva tem um custo regular e previsível.
  • Paragens: na corretiva chegam sem aviso. Na preventiva marcam-se com antecedência e escolhe-se o dia.
  • Segurança: um equipamento que falha de repente pode pôr pessoas em risco. Uma revisão programada apanha o desgaste antes.
  • Registos: a preventiva deixa o que se reviu e o que se trocou, útil numa auditoria. A corretiva deixa um histórico de avarias.
  • Pessoal: a preventiva permite planear com tempo quem faz cada trabalho. A corretiva obriga a procurar alguém à pressa.

Como decidir, equipamento a equipamento

Faça estas perguntas sobre cada equipamento.

  • Se avariar, para a produção ou uma linha inteira?
  • Falta equipamento de reserva?
  • A reparação é demorada ou a peça é difícil de arranjar?
  • Uma falha põe em risco a segurança das pessoas ou a qualidade do que se produz?
  • Sai mais caro trocá-lo quando avariar do que mantê-lo?

Se a maioria das respostas é sim, o equipamento pede preventiva, ou preditiva se compensar medir. Se quase todas são não, por ser um equipamento secundário, barato e fácil de trocar, deixá-lo avariar pode ser a decisão certa, tomada com contas feitas.

Um exemplo simples. Uma bomba de processo que alimenta uma linha inteira, sem reserva, pede revisões regulares. Um motor de um transportador secundário, com outro igual em armazém, pode ficar para corretiva sem grande risco.

Erros habituais

  • Fazer preventiva em tudo, com o mesmo intervalo, sem olhar ao equipamento nem ao que ele custa a parar.
  • Não registar o que se fez, e perder o histórico que ajudaria a ajustar o plano.
  • Deixar as corretivas planeadas acumular sem data, até que uma delas se torne urgente.
  • Esperar pela paragem programada para começar a procurar quem faça o trabalho.

Como se combinam na prática

O habitual é preventiva nos equipamentos críticos e corretiva nos secundários. Há duas coisas que ajudam a fazê-lo bem.

  • Aproveitar a paragem programada para fazer a preventiva e as corretivas planeadas que se foram detetando. Numa paragem junta-se muito trabalho em poucos dias, e além da mecânica costuma haver soldadura, tubagem e estruturas por reparar.
  • Rever o histórico de avarias. Se o mesmo equipamento avaria várias vezes, o plano está mal e há que mudar as revisões ou o calendário. Se se revê e nunca se encontra nada, talvez se esteja a rever de mais.

Quem faz o trabalho em cada caso

Qualquer estratégia depende de pessoas. A preventiva permite planear com antecedência quem vem e quando. A corretiva exige alguém disponível no dia, e nem sempre há. Numa paragem, muitas fábricas reforçam a equipa com técnicos externos durante esses dias. O perfil que se procura vem descrito em técnico de manutenção industrial.

Como trabalhamos na MetalBraga

Enviamos técnicos de manutenção a fábricas em Espanha e em Portugal, ou fazemos o trabalho por encomenda. Se está a preparar um plano preventivo, diga-nos que equipamentos quer incluir e em que datas: escreva-nos e respondemos com uma proposta. Os serviços estão descritos na página de manutenção industrial.

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